Foi pioneiro do ensino da Biotecnologia em Portugal.
A sua atividade científica centrou-se na Tecnologia de Enzimas e na Biotecnologia Ambiental, duas áreas que desenvolveu para criar uma escola não só no IST mas também em outras universidades e laboratórios de investigação. Foi um dos fundadores do “Centro de Engenharia Biológica da Universidade de Lisboa” e foi Investigador Principal da “Linha 7”, Laboratório de Engenharia Bioquímica do IST.
Em 1983, Júlio Novais fez a Agregação. Joaquim Sampaio Cabral foi o seu primeiro aluno de doutoramento (1978-1983). Contribuiu para a criação do ramo de Biotecnologia do curso de Engenharia Química do IST e do M.Sc. em Biotecnologia do IST.
A Sociedade Portuguesa de Biotecnologia (SPBT) foi também outra criação de Júlio Novais, em abril de 1981, no 2.º Congresso Europeu de Biotecnologia realizado em Eastbourne, no sul de Inglaterra. A SPBT foi oficialmente lançada em maio de 1981 e Júlio Novais foi o seu 1.º Presidente. Foi o motor da sociedade, escrevendo sistematicamente o seu “Boletim de Biotecnologia” e ingressando na Federação Europeia de Biotecnologia (EFB).
Júlio Novais também desempenhou um papel muito importante no desenvolvimento da Ciência e Tecnologia em Portugal. Exerceu vários cargos de destaque na JNICT, como Presidente da Comissão de Coordenação de Biotecnologia e, posteriormente, como Vice-Presidente da FCT.
Teve um papel preponderante no desenvolvimento da Biotecnologia Portuguesa e das carreiras dos seus investigadores.